Podemos dizer que existem três grupos de ateus, quanto a sua postura diante do cristianismo:
1) Os ateus conservadores: os quais consideram a religião cristã como a melhor orientadora da vida em sociedade já criada pela filosofia humana. São simpáticos a ela e defendem a conservação desses valores morais no âmbito público. Não gostam de se declarar "ateus" a todo momento, devido a isso tem-se a impressão de que são minoria;
2) Os ateus neutros: os quais, muito embora não sejam totalmente favoráveis à filosofia da religião cristã como orientadora de conduta social, admiram a sua espiritualidade (bem como de outras religiões), a sua beleza artística e, em certa medida, a sua história. Também não gostam muito de se apresentarem como ateus a todo momento, geralmente, preferindo o rótulo de "agnósticos" ao de "ateus".
3) Os ateus militantes, ou neo-ateus: os quais fazem ativismo contra a religião, sobretudo a cristã, desprezam-na e ridicularizam-na, não toleram a cosmovisão proposta pela espiritualidade e interpretam a história da religião cristã sempre com uma conotação negativa. São antirreligiosos, principalmente anticristãos. Adoram declarar-se "ateus", sentem "orgulho" disso e fazem proselitismo. Essa vertente tem virado "modinha", principalmente entre os adolescentes.
Entre os ateus da atualidade, poderíamos mencionar exemplificando:
1) Roger Scruton; 2) Marcelo Gleiser; 3) Richard Dawkins
Marcelo Gleiser é um renomado cientista brasileiro, no campo da Física, que podemos classificar tranquilamente no grupo 2. Como professor e divulgador da ciência, em seus livros e palestras, sempre procura observar a ligação entre espiritualidade e ciência na história. Com isso, tem conseguido aproximar as pessoas religiosas da ciência, mostrando que uma não é inimiga da outra.
Recentemente, em 23/07/2012, o professor compareceu ao programa Canal Livre, da BAND e nos deu uma de suas maravilhosas aulas de conhecimento e sensatez.
Confiram:
Parte 1:
A mecânica universal não precisa de deus, as pessoas podem precisar de deus [...] a maneira como nós vemos o mundo de maneira científica está muito longe de ser uma coisa racional, fria, muito pelo contrário, ela é uma coisa apaixonada, profundamente significativa, com traços muito profundos de filosofia e mesmo de teologia, porque ela leva a essas grandes questões que são inquietações do homem e que são muito mais antigas do que a ciência
Marcelo Gleiser